Secretaria do Meio Ambiente inicia substituição do Nim Indiano por árvores frutíferas em Lavras da Mangabeira
A Secretaria Municipal do
Meio Ambiente de Lavras da Mangabeira iniciou, nesta segunda-feira (02/02), um
importante trabalho de remoção gradual do Nim Indiano (Azadirachta indica) e
substituição por espécies nativas e frutíferas no município. A ação marca o
início de uma política ambiental voltada à preservação da biodiversidade local
e ao ordenamento adequado da arborização urbana.
A iniciativa segue a
aprovação do Projeto de Lei nº 05/2026, de autoria do vereador José Naílton
Sobreira de Macêdo (Zé Naílton), aprovado pela Câmara Municipal, que proíbe o
plantio do Nim Indiano em todo o território de Lavras da Mangabeira. A espécie,
apesar de amplamente utilizada em áreas urbanas, é considerada exótica e pode
causar impactos negativos ao meio ambiente, especialmente à fauna e flora
nativas.
De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente, a supressão do Nim Indiano será feita de forma gradual e programada, respeitando critérios técnicos. No lugar das árvores removidas, serão plantadas novas espécies nativas e frutíferas de pequeno, médio e grande porte, adequadas a cada espaço urbano.
Secretário de Meio Ambiente, José Joaquim Machado Neto
O pontapé inicial do
projeto aconteceu na Praça da Matriz, na sede do município. No local, após a
retirada de um exemplar de Nim Indiano, foi realizado o plantio de uma mangueira
enxertada. Diferente das mangueiras cultivadas a partir de sementes — que podem
levar de cinco a sete anos para frutificar — as mudas enxertadas começam a
produzir frutos entre dois e quatro anos após o plantio, garantindo benefícios
mais rápidos à população.
A ação contou com a
presença do secretário de Meio Ambiente, José Joaquim Machado Neto, acompanhado
do agrônomo da pasta, Edinardo Linhares, do fiscal ambiental e vereador José
Naílton, além de servidores responsáveis pela jardinagem das praças públicas.
Segundo a Secretaria, o projeto reforça o compromisso do município com a sustentabilidade, a valorização das espécies nativas e a construção de uma cidade mais verde e ambientalmente equilibrada.


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